28 de abril de 2009

emBRECHTados

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o sindicato de poesia apresenta
DOZE MESES MENOS UM – RASCUNHO # 5

emBRECHTados

a poesia de Bertolt Brecht, na Casa Museu Nogueira da Silva
25 de Maio, segunda-feira, 21h30
e no dia
16 de junho, em reposição

com
Ana Arqueiro, Carlos Silva, Cristiana Oliveira (soprano), Daniel Pereira (bandolim), Fernando Duarte, Francisco Serafim (percussão), Gaspar Machado, Hugo Cunha (piano), Irene Brito, Luísa Fontoura e Pedro Guimarães (viola).

fotografia
Pedro Guimarães

cartaz
João Catalão

cúmplice
Brhuno da Fontoura

cumplicidades
museu nogueira da silva, Biblioteca pública de braga, velha-a-branca estaleiro cultural

direcção
antónio durães



A poesia de Bertolt Brecht, já nos andara no sopro em inúmeros recitais. Contudo, nunca como hoje nos detivemos assim, à volta das suas palavras, com o tempo distendido, sem a pressa do próximo poeta, nem do próximo poema.
É certo que Brecht foi, principalmente, um autor dramático, marcante do teatro que hoje se faz. Mas também foi um poeta. Dos grandes. É igualmente certo que houve momentos em que foi muito representado, quiçá excessivamente e, noutros, quase esquecido, desmaiado no esquecimento pequeno-burguês das muitas bodas com que vamos sendo anestesiados. Mas num ápice, por causa da crise ou nem por isso, ei-lo que torna, intemporal, único, em meia Europa.
Connosco, claro está, regressa pela porta da poesia. E no caso deste emBRECHTados, na tradução única de Paulo Quintela, e na selecção ocasional destes quase trinta poemas de entre as centenas que compôs.

Nasceu Eugen Berthold Friedrich Brecht este Brecht que hoje dizemos/lemos/cantamos, na Baviera, em Augsburg, a 10 de Fevereiro de 1898, e a morte cruzou-se com ele em Berlim, a 14 de Agosto de 1956.
A 1ª guerra mundial encontrou-o a trabalhar como enfermeiro num hospital de Munique.
Após a eleição de Hitler em 1933, exilou-se na Áustria, Suíça, Dinamarca, Finlândia, Suécia, Inglaterra, Rússia e finalmente nos Estados Unidos.
Depois da diáspora agressiva que experimentou, regressaria para fundar a sua companhia de teatro, o Berliner Ensemble, estrutura de referência no mundo teatral.

Mas hoje, é do teatro da poesia que se fala. Ou que se diz. Ainda que em rascunho.


ALINHAMENTO
- Vom armen B. B. / O Pobre B. B. (irene)
- Mensagem do poeta à juventude (carlos)
- Porque é que há-de ser o meu nome nomeado? (daniel)
- Alabama Song (cristiana + hugo)
- Alemanha, ó loura, pálida (gaspar)
- Alemanha (ana)
- O ladrão de cerejas (luísa)
- A mascara do mal (irene)
- Canção da minha mãe (gaspar)
- À minha mãe (gaspar)
- Pensamentos sobre a duração do exílio (ana)
- O horror de ser pobre (luísa)
- Mackie Naifa (cristiana + hugo)
- De todas as obras (ana)
- A emigração dos poetas (carlos)
-Não preciso de pedra tumular (irene)
- Quando no quarto branco do hospital da charité (daniel)
- Svendborg – poema da natureza (luísa)
- 1940 (fernando)
- Nº 9 do suplemento a «Um livro de leitura para habitantes das cidades» (gaspar)
- Lista dos precisos (fernando)
- Canção da solidariedade (cristiana + hugo)
- Perguntas de um operário leitor (ana)
- O canto das máquinas (luísa)
- Expulso, e com razão (gaspar)
- Quatro convites ao mesmo homem de origens diferentes em diferentes ocasiões (luisa)
- Surabaya Jonhy (cristiana + hugo + bandidos)

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1 comentário:

Maria Teresa Lopes disse...

Que prazer enorme reencontrar-vos aqui, que saudades...

Beijo grande para todos aqueles que se cruzaram comigo.

Teresa Lobato
V.N.Azeitão