15 de junho de 2016

brevemente - EMENTA PARA SÁBADO DEZOITO DE JUNHO NO MOSTEIRO DE TIBÃES

RECITAL
EMENTA PARA SÁBADO, DIA 18 de JUNHO







SOPAS:

CALDO VERDE, António Manuel Couto Viana (in Bom Garfo & Bom Copo) – AA
CANJA E ARROZ COM FAVAS, Eça de Queirós (in A Cidade e as Serras) – TODOS

SALADAS:

SALADA PRIMITIVA, Conde de Monsaraz (in Musa Alentejana) – AD

PEIXES:

MADRIGAL DO PEIXE FRESCO, Vasco Graça Moura (in Poesia 1997/2000) – GM
SARDINHAS MARIA LUÍSA, Francisco Gomes de Amorim (in Receitas para Gastrónomos Requintados: Inventadas e Executadas por Distintos Artistas e Escritores Portugueses) – AD

CARNES:

DOBRADA À MODA DO PORTO, Álvaro de Campos (in Poesias de Álvaro de Campos) – MC
POSTA BARROSÃ, Amadeu Torres (in Pré-cardápio poetogastronómico alto-minhoto) – AA

DOCES:

OS DOCES, Abel Salazar (in Recordações do Minho Arcaico) – GM
LEITE-CREME, Ana Luísa Amaral (in Epopeias) – AA

FRUTAS:

NATUREZA MORTA COM FRUTOS, Eugénio de Andrade (in Poesia) – MC
FRUTOS, Eugénio de Andrade (in Poesia) – AD
CEREJAS, Egito Gonçalves (in O Pêndulo Afectivo. Antologia Poética 1950-1990) – AA

ALMOÇO CAMPRESTRE, João Penha (in O Canto do Cysne) – TODOS





Sindicato de Poesia
18 de Junho de 2016

Ana Arqueiro, António Durães, Gaspar Machado, Marta Catarino

MANHÃ Á NOITE


BREVEMENTE - UM BILHETE PARA MUDAR A VIDA


O SINDICATO DE POESIA (COM A UBATI) APRESENTA

UM BILHETE PARA MUDAR A VIDA
- textos sobre teatro e outras bizarrias

dias 5 e 6 de Julho
no Museu Nogueira da Silva
às 21h30

com:
Ana Arqueiro
António Durães
Estefania Surreira
Francisco Areias
Gaby Barros
Gaspar Machado
João Figueiredo
Luis Barroso
Marta Catarino
Sofia Saldanha
e
Adelina Gomes
Armanda Queiroz
Fernanda Bacelar
José Bernardino
José Faria
Lucinda Rosa
Maria do Alívio
Maria José Rua
Natália Catarino
Regina Oliveira
Tininha Nogueira

Quem escreve poeticamente sobre teatro, nunca escreve, realmente, sobre teatro. Escreve a partir da experiência que pensa que sofreu. Escreve sobre a espuma dessa voz que pensa que escutou e sobre o sopro da linguagem dos corpos na cena, que supõe ter visto.
Escreve sobre o desejo de fixar essa sensação, como se a sua maior ou menos impressiva singularidade, fizesse dela o exemplo absoluto, a única experiência equacionável. E é-o, sem dúvida. Para quem a escreve. Por isso, o poema teatral é sobre a memória dessa experiência e não já sobre o teatro em si. O poema é a sombra da ideia que se exibe frente ao espelho. É a reflexão dessa sombra, a fantasmização multiplicada desse objecto.
Como quando o Sindicato fez ekphrasis. Era, também aí, a poesia a debruçar-se sobre a ideia da pintura para além da pintura e dos pintores; ou quando fez matiné das duas, com a poesia a projectar-se no espaço, como se fosse cinema. Era poesia, sim, mas era igualmente luz. Ou sobretudo.
Para esta experiência juntámo-nos a uma equipa sénior. Somamos anos aos nossos anos. Se o Sindicato tem vinte, estes nossos amigos têm, junto connosco, umas quatrocentas vezes mais. Como o teatro, aliás, uma das mais vetustas linguagens. Como Shakespeare, esse autor de que festejamos um aniversário redondo.
Com eles, estamos prontos. Prontos para aprender.
O corpo disponível, activado. A boca aquecida.
Não temos pano de boca para abrir, nem um palco onde fazer a função.
Mas para quê usar essas ferramentas quando sabemos que é a linguagem que se exibe e as diz? Só precisamos dessa avenida. Da avenida da linguagem. De mais nada, afinal.

antonioduraes



ALINHAMENTO

Na cerimónia da puberdade feminina – Herberto Helder

rosencrantz, episódio dramático - António Franco Alexandre

The Waste Land, 1922 (fragmento) - t.s. eliot

in etc, 1974 - Herberto Helder

Ofélia - Alexandre O’Neill

Autoractor - Mário Cesariny

Monólogo de uma actriz enquanto se maquilha - Bertolt Brecht


Alguns Dólares sobre Teatro e outras notas menores – Gonçalo M Tavares

5 de novembro de 2015

BABEL - um recital para línguas dançantes


BABEL
(um recital para línguas dançantes)

Dias 4 e 5 de dezembro
21h30

Local: Teatro da Escola Secundária Sá de Miranda (entrada pela Rua de Sta Margarida), 4710-295 BRAGA

Marcações pelo telefone: 253 200 980 / 919 235 855



BABEL
como é que um texto, ou muitos textos poéticos, atravessam os corpos dos que os sofrem? que filtros oferecemos, ou que câmaras de eco somos, quando eles nos tocam e, por instantes, nos habitam?
se todo o convívio que estabelecemos com qualquer texto nos move, nos coloca num outro lugar mais ou menos distante daquele que ocupávamos antes desse convívio, que caminho percorrido é esse? que distância mensurável?
e se esses textos, ainda para mais, falarem de palavras (e por palavras) e línguas (e por línguas) que nos escapam?
e se formos falantes de outras línguas e usarmos palavras diferentes daquelas que estamos acostumados a dizer/ouvir?
o que nos acontece quando as ouvimos?
o que temos a aprender e a ensinar no convívio uns com os outros? animais e línguas e falantes?
e se acrescentarmos nesta Babel a língua da música, uma juk box específica que estimula os corpos e as línguas em estado de canção?
e se nesta deriva de textos e línguas e música, ousarmos querer falar uma outra linguagem, a dos corpos em movimento, livres e cristalinos, coisas para varrerem o espaço e os sentidos?
somado tudo isto, que distância percorremos?

QUE DANCE DE LÍNGUAS  É ESTA?
a partir de um breve poema de Zbigniew Herbert, se começou a urdir esta teia.
aos habituais recitadores do sindicato, juntaram-se outras línguas e entidades: a Arte Total, escola de dança, cúmplice de tantos plenários poéticos; o Agrupamento de Escolas Sá de Miranda que acolheu generosamente esta iniciativa (mas sublinhamos, igualmente, a disponibilidade do Auditório Vitae e Conservatório de Música Calouste Gulbenkian); a APPACDM de Braga; a Associação de Surdos de Braga; o Centro Novais e Sousa-Associação da Creche de Braga que já nas Janeiras bem ditas nos tinha dado boleia até às casas dos nossos anfitriões

coordenação e direcção do projecto – António Durães
coordenação da interacção com a sociedade - Anabela  Santos
direcção na cena – Marta Catarino e Gaspar Machado
direcção musical – Jo Figueiredo
direcção de movimento – Gaby Barros
iluminação - José Gonçalves
cartaz - Arlindo Fagundes
fotografia de ensaios e teaser - Joana Jorge

recitadores: Alberto Silva, Anabela Santos, Bruno Saraiva, Carla Pinto, Conceição Marques, David Ramalho, Estefânia Surreira, Filipa Ferreira, Francisco Areias, Gaby Barros, Gaspar Machado, Ivone Pereira, Joana Pereira, João Figueiredo, Lurdes Araújo, Marta Catarino

banda ao vivo:
vocal e teclas – Joana Jorge
baixo – João Figueiredo
guitarra – Márcio Décio
bateria – Alcino Canas

bailarinos:
Alexandra Fernandes, Catarina Neves, David Ramalho, Gaby Barros, Inês Pereira, Inês Sousa, Leonardo Ramalho

staff:
Luís Fanzeres, Mariana Soares

agradecimentos:
Padre Marc Monteiro, Auditório Vitae, Escola Básica 2,3 de Lamaçães, Escola Calouste Gulbenkian, Luisa Campos, Vera Macedo

parceiros:
APPACDM Braga; Arte Total, Escola de Dança; Associação de Surdos de Braga; Centro Novais e Sousa- Associação Creche de Braga; Escola; Secundaria Sá de Miranda; Museu Nogueira da Silva; Rádio Universitária do Minho

Apoios:
DST; Imperial Chocolates; Junta de Freguesia de Gualtar; Minipreço; Ricardo Lomba - Davines

ALINHAMENTO DO RECITAL/BAILE

1 - Estefânia / LÍNGUA / Zbigniew Herbert;
2 – Gaby + Joana / A MOSCA / William Blake;
3 - INSTRUMENTAL BABEL, composição de João Figueiredo;
4 - Conceição / A NÊSPERA / Mário Henrique Leiria ;
5 - Francisco / DIES IRAE / Miguel Torga, in 'Cântico do Homem';
6 - Gaspar / A POESIA VAI ACABAR / Manuel António Pina;
7 – Gaby / ARTE POÉTICA / Adília Lopes;
8 – Bruno (com Gaby, Joana e Estefânia) / HÁ PALAVRAS QUE NOS BEIJAM / Alexandre O'Neill;
9 – Marta + Alberto / A PALAVRA MÁGICA / Carlos Drummond de Andrade;
10 – Ivone + Estefânia / CONSERTO A PALAVRA / Daniel Faria ;
11 - CORO GESTUAL sobre um verso do poema CONSERTO A PALAVRA, de Daniel Faria;
12 – Figas + Carla / AS BORBOLETAS / Vinicius de Moraes;
13 - Anabela / LÍNGUA DE VACA ESTUFADA / sem autor;
14 – Marta / LÍNGUA / Caetano Veloso;
15 – Francisco + Filipa / FRUTOS / Eugénio de Andrade;
16 - Joana / O PÁSSARO NA CABEÇA / Manuel António Pina;
17 - Figas / LÍNGUA / Gilberto Mendonça Teles;
18 – Gaspar + Lurdes / ANTES DO NOME / Adélia Prado;
19 - CANÇÃO DO NHEM NEM NHEM: instrumental de Márcio Décio
20 - Estefânia / A LÍNGUA DO NHEM / Cecília Meireles;

21 – Anabela / RECEITA PARA LÍNGUAS DE SOGRA / sem autor;

22 - David / sem título / Rodrigo Garcia;

23 - CANÇÃO FINAL BABEL / A LÍNGUA: poema de Zbigniew Herbert, musicado por João Figueiredo;

sindicatodepoesia.blogspot.pt

















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