15 de junho de 2016

BREVEMENTE - UM BILHETE PARA MUDAR A VIDA


O SINDICATO DE POESIA (COM A UBATI) APRESENTA

UM BILHETE PARA MUDAR A VIDA
- textos sobre teatro e outras bizarrias

dias 5 e 6 de Julho
no Museu Nogueira da Silva
às 21h30

com:
Ana Arqueiro
António Durães
Estefania Surreira
Francisco Areias
Gaby Barros
Gaspar Machado
João Figueiredo
Luis Barroso
Marta Catarino
Sofia Saldanha
e
Adelina Gomes
Armanda Queiroz
Fernanda Bacelar
José Bernardino
José Faria
Lucinda Rosa
Maria do Alívio
Maria José Rua
Natália Catarino
Regina Oliveira
Tininha Nogueira

Quem escreve poeticamente sobre teatro, nunca escreve, realmente, sobre teatro. Escreve a partir da experiência que pensa que sofreu. Escreve sobre a espuma dessa voz que pensa que escutou e sobre o sopro da linguagem dos corpos na cena, que supõe ter visto.
Escreve sobre o desejo de fixar essa sensação, como se a sua maior ou menos impressiva singularidade, fizesse dela o exemplo absoluto, a única experiência equacionável. E é-o, sem dúvida. Para quem a escreve. Por isso, o poema teatral é sobre a memória dessa experiência e não já sobre o teatro em si. O poema é a sombra da ideia que se exibe frente ao espelho. É a reflexão dessa sombra, a fantasmização multiplicada desse objecto.
Como quando o Sindicato fez ekphrasis. Era, também aí, a poesia a debruçar-se sobre a ideia da pintura para além da pintura e dos pintores; ou quando fez matiné das duas, com a poesia a projectar-se no espaço, como se fosse cinema. Era poesia, sim, mas era igualmente luz. Ou sobretudo.
Para esta experiência juntámo-nos a uma equipa sénior. Somamos anos aos nossos anos. Se o Sindicato tem vinte, estes nossos amigos têm, junto connosco, umas quatrocentas vezes mais. Como o teatro, aliás, uma das mais vetustas linguagens. Como Shakespeare, esse autor de que festejamos um aniversário redondo.
Com eles, estamos prontos. Prontos para aprender.
O corpo disponível, activado. A boca aquecida.
Não temos pano de boca para abrir, nem um palco onde fazer a função.
Mas para quê usar essas ferramentas quando sabemos que é a linguagem que se exibe e as diz? Só precisamos dessa avenida. Da avenida da linguagem. De mais nada, afinal.

antonioduraes



ALINHAMENTO

Na cerimónia da puberdade feminina – Herberto Helder

rosencrantz, episódio dramático - António Franco Alexandre

The Waste Land, 1922 (fragmento) - t.s. eliot

in etc, 1974 - Herberto Helder

Ofélia - Alexandre O’Neill

Autoractor - Mário Cesariny

Monólogo de uma actriz enquanto se maquilha - Bertolt Brecht


Alguns Dólares sobre Teatro e outras notas menores – Gonçalo M Tavares

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